segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MUDANÇAS INESPERADAS

             Acho que todos já passaram por isso, você está ali no maior sossego, com a vida toda organizada e caminhando. Vem um acontecimento e muda tudo e olha que em algumas situações nem inesperado é, sabe que as coisas vão mudar e fica ali a espera de um milagre até o último minuto e ainda se surpreende quando o fato ocorre.
            A primeira reação com certeza é o desespero, se sentir em abandono da própria sorte, ter muito medo do que está por vir e nestes momentos tamanha é a agitação que pedir conselhos a voz interior parece coisa de gente sem noção.
            O caos não permanece para sempre, toda água por mais revolta, um dia pára e senta a poeira, então por que não entrar no ritmo e estabelecer o equilíbrio o mais rápido possível?
            Lembro de mim mesma em outras fases de vida, como tudo me afligia enormemente e recordo com pesar que sofria muito mais que o necessário. Hoje já aprendi a confiar na vida, sei que tudo que acontece é para o meu bem e que por mais difícil que seja um dia vai passar.
            O segredo é continuar realizando tudo que for preciso com amor, não me perco mais em lamentações. Gasto essa energia em busca de soluções e partir do momento que comecei a agir assim, o mundo passou a conspirar a meu favor.

sábado, 10 de setembro de 2011

FELICIDADE

            
             Todo final de dia, enquanto a gente dorme, nosso inconsciente faz um balanço de tudo que passou enquanto acordados. Onde fomos, o que sentimos, o que fizemos, vimos e ouvimos. E guarda parte disto como aprendizado para ser usado quando acordado.
            Seria importante se conscientemente pudéssemos fazer essa organização. Avaliar nossas atitudes e reações e descartar aquilo que não serve mais. Cada dia que nasce é um mundo de infinitas possibilidades para aprender mais, ensinar mais e viver melhor.
            Devemos fazer isso principalmente quando nos sentimos infelizes ou mesmo inquietos. É preciso agradecer o que temos de bom e fazer por merecer ter mais. Certas mudanças acontecem independentes de nossa vontade, mas em quantas situações é possível melhorar voluntariamente?
            A vida segue pelos ciclos das estações, calma e amorosamente tentando nos ensinar lições para viver melhor, basta olhar a árvore que se pela no outono e se enche de beleza na primavera. Tudo é cíclico, o que se faz necessário é o equilíbrio para viver bem todas as estações.
            Hoje me aconteceram fatos desagradáveis e dolorosos, mas foram só hoje. Não há necessidade de leva-los comigo durante semanas. Hoje me aconteceram situações de prazer e alegria, então vou comemora-las agora e não deixar passar despercebidas como flores coloridas a beira do caminho em que tudo mundo passa e ninguém vê.
            Se conseguimos fazer isso, viver um dia de cada vez. Com um pouco de sensibilidade talvez perceba que a verdadeira felicidade está contida em frascos muito pequenos, tais como os de perfume caro, mas que são borrifadas sobre nós todos os dias.

sábado, 27 de agosto de 2011

DELÍRIO URBANO

            
             É sexta-feira e a praça de alimentação do shopping está repleta, as pessoas bebem e conversam animadamente, embora não dê para captar detalhadamente o conteúdo de alguma conversa e possível ouvir gargalhadas e palavras soltas.
            As formas, cabelos e até os perfumes refletem as tendências da moda, tudo parece tão alegre, as luzes, as cores.
            Ana Maria faz uma consulta rápida no seu visual, os sapatos da última coleção, a bolsa de marca, as roupas que ainda não pagou e a maquiagem está tudo perfeito. As unhas, puxa essa cor não é a ideal, por baixo da meia calça a depilação também pede atenção, suspira e se sente um lixo.
            Começa a olhar detidamente as mulheres que estão nas outros mesas, parecem tão bem sucedidas, dentes brilhantes com sorriso impecável. Lembra que também precisa ir ao dentista, começa a reparar que tem bolsas mais caras que a sua, os calçados é bom nem olhar. É invadida por uma sensação de inadequação. Em um instante toda aquela alegria começa a oprimir e sufocar.
            Chega de olhar as mulheres! Vamos olhar os homens, os tipos físicos variam, assim como das mulheres. As vestimentas e os cortes de cabelo se assemelham, conversam sobre os mesmo assuntos, dão sempre as mesmas cantadas e na maioria das vezes nem cantam, ficam ali com um sorriso no rosto e o copo na mão. Na verdade eles até que são bonitos, pele bem cuidada, cabelos hidratados, unhas feitas. Grandes ambições, celular top de linha e vão para casa de ônibus.
            Neste momento Ana Maria tem vontade de gritar, de jogar para o alto os sapatos que lhe machucam os pés, a roupa que comprimem seu abdômen, queria poder rir de verdade, rir de dentro pra fora. Comer um montão de chocolate e não ouvir todo aquele burburinho. Não ter que rir das piadas que nem entende, mas todo mundo está rindo. Não ter que ir a filmes que nem gosta, mas que tudo mundo está assistindo.
            Em um impulso se levanta e pega a bolsa pronta para ir embora, quando é surpreendida por mãos que tocam seus ombros, seus colegas de trabalho vão se chegando, trocam cumprimentos e vão ocupando todos os lugares da mesa. O assunto já está estabelecido, cada um solta um comentário, vão chegando as bebidas.
            Anestesiada, Ana Maria se esquece das divagações anteriores, ouve, comenta e ri, enturmada parece tão feliz, não se sente sozinha e tudo parece fazer sentido novamente.
             Passa por eles uma mulher obesa, suas roupas descombinam cores, os adornos mais parecem alegorias, todos olham aquele ser estranho, tão sem noção. Umas das pessoas balança a cabeça em sinal de desaprovação e todos repetem o mesmo gesto. Ana Maria se sente integrada, aceita, amada, protegida e fazendo parte do grupo e assim segue a vida.   

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CAMPONESA

             Pela fresta da janela entra um arzinho gélido, todas as superfícies estão frias e da boca sai aquela fumacinha, além do frio há também a chuva insistente que cai fora torrencialmente e em generosas gotas por algumas partes do cômodo.
            Sobre a mesa a massa de pão inerte que se nega a crescer, as mãos sujas de farinha tentam colocar um cacho teimoso atrás da orelha, no berço uma criança dorme e pelo chão silenciosamente brincam mais duas.
            O velho relógio da parede não funciona mais, pela escuridão que cai dá pra saber que já é tarde. A janta está encaminhada no fogão a lenha, a roupa suja não dá pra lavar por conta da chuva.
            Isabel está em um momento raro, não há nada para fazer. Isso é bom porque ela pode descansar, isso é ruim porque ela começa a pensar. Em uma espreguiçada estica as costas e os braços doloridos e pela cabeça pipocam as lembranças de menina. Lembra dos campos de milho onde corria sem se importar com os leves cortes que as folhas lhe faziam nos braços, dos banhos demorados no rio, da cachorrinha que dormia a seus pés.
            Realmente Isabel nunca esperou nada da vida, ia simplesmente vivendo um dia de cada vez. De repente cresceu, seu coração disparou com um moço bonito que viu na festa da igreja e ele falou com seu pai e lá foi ela embora com ele na carroça junto com a colheita de melancias. Foi um verão tão bonito, tão quente...
            O moço bonito era também amável, lhe trazia mudas de flores e doces quando voltava da cidade, mas falava pouco, quase nada, apenas o necessário.
            Então vieram os filhos, um após o outro. O doutor disse que havia uma maneira de não ter mais, o moço bonito não quis nem ouvir: “filho é coisa de Deus, se ele manda a gente cria!”. Os filhos também eram bonitos, macios e alegres.
            Mas nestes momentos que Isabel parava, parecia se dar conta de um enorme vazio que dentro dela existia. Ela era a esposa do moço bonito, a mãe de três lindas crianças, a filha dedicada que ajudava os pais velhos e doentes, a beata de oração fervorosa na igreja, a dona de casa zelosa, porque tudo que dependia dela estava sempre na mais perfeita ordem, não havia nada fora do lugar.
            Tirando todos esse personagens, quem era Isabel? Nem ela mesmo sabia dizer. Continuava vivendo um dia de cada vez, sem medo do futuro e nem arrependimento pelo passado. Sendo levada como uma folha seca e sem vida pela correnteza.

domingo, 21 de agosto de 2011

VOCÊ ACEITA UM PRESENTE?

            
            Em certos momentos sinto uma grande necessidade de me aquietar para por a vida em ordem. Certas respostas e comportamentos quando nos viciam fazem nossa vida andar em círculos, então essa parada é justamente para ajustar rotas, abrir mão do terreno seguro e cortar fora tudo que não serve mais.
            Sei que é mais cômodo ficar paradinha esperando que a própria vida se faça, porém ao assumir essa postura somos tomados por uma inquietação insuportável e a ação se torna premente e necessária. Cabe aqui também uma avaliação do passado e balanço dos erros e acertos. Eu disse BALANÇO e não recriminação, afinal, como diz a máxima: que atire a primeira pedra quem nunca errou. Além de que, se neste momento começar a se envolver em culpas e lamentações, se perde o melhor da festa que é a satisfação da evolução, de gozar plenamente as nossas conquistas.
            Então. Muita gente vê esse momento como angustiante e pesaroso, mas não. Na verdade cada vez que ajustamos o leme da nossa vida nos damos magicamente um presente e festejamos assim o prazer de estar vivos, de poder alçar voos mais altos, ter através destas escolhas um novo destino e quem sabe a realização plena de nossos sonhos, pois novas escolhem sempre abrem muitas possibilidades.
            A aceitação deste movimento já nos impulsiona para a prosperidade, é claro que não estaremos isentos de medos e dúvidas, toda transformação, grande ou pequena mexe com nossas estruturas e nos causa insegurança, mas nos lembram também que estamos vivos!
            Aja sempre com moderação e segurança, faça a escolha e não pense mais nas outras opções, aprenda com os erros e crie o habito de celebrar todas as conquistas, certamente viver é correr riscos.
            Não passe a vida se escondendo e tendo medo de situações que provavelmente nem chegarão a acontecer. Quando o presente da mudança chegar, não reclame, não questione, não adoeça. Simplesmente aceite.

sábado, 6 de agosto de 2011

PAIS BRILHANTES PROFESSORES FASCINANTES

   CURY, Augusto. Pais brilhantes Professores fascinantes Editora Sextante, Rio de janeiro, RJ 2003. 171 págs.
Um livro gostoso de ler, fácil de entender. Mostra alguns caminhos viáveis para a educação tanto no âmbito familiar como escolar. Porém em alguns momentos o autor demonstra uma fragilidade em convencer o leitor de suas idéias, pinta um mundo simplista e de soluções “a toque de caixa”. Põe sua teoria em educação como a única solução para os problemas familiares e educacionais, bem como para todos os males do mundo. Com certeza é bem intencionado, mas falta um olhar mais amplo para a realidade.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

                   
                     ZUSAK, Markus. A Menina que Roubava Livros. Editora: Intrínseca, 2007. 478 páginas
Livro que prende o leitor do início ao fim. É uma história muito triste, a personagem central é uma menina e o cenário é a segunda guerra mundial. Ela vive na Alemanha, perde seus pais e é adotada por outra família. Aos poucos vai se conhecendo o drama que envolve todos os personagens em um suspense leve e emocionante. Sem contar que a narradora é a morte. Penso que esse livro tem tudo para virar filme.

domingo, 31 de julho de 2011

QUANTO DA Amy Winehouse HÁ EM VOCÊ?

            
             Toda morte precoce levanta especulações e reflexões e com essa não podeia ser diferente. Vendo clips, entrevistas e imagens é fácil deduzir que essa tragédia estava anunciada, mas do que isso parecia uma escolha.
            Minha reação ao saber do fato foi traze-la para a condição de simples mortal igual a mim e todos que estão a minha volta. Nossas vidas, nossas escolhas.
            Os prazeres relacionados ao mundo material e a carne são muito sedutores e a primeira vista são tão inofensivos. Seguir seu chamado sem olhar para trás é quase que inevitável, é claro que em alguns momentos a gente até pensa: “Meu Deus, o que estou fazendo da minha vida! Mas é tão bom! Depois eu posso parar assim que quiser... Só mais um pouco... É tão bom...”
            Em nome destes prazeres se abre mão de muitas coisas, entre elas a saúde física, o equilíbrio emocional e o crescimento espiritual. Chega um momento que os prazeres não são mais tão agradáveis, parecem oprimir, um fardo pesado mas que ainda podemos carregar e resolver sozinhos.
            Então aparecem os médicos, os amigos e a família que falam: Você precisa controlar a sua alimentação, parar de fumar, fazer sexo com camisinha, não abusar da velocidade, comprar menos e economizar mais e tantos outros descontroles que cometemos.
            Este é o seu momento de  “Amy Winehouse”: as pessoas dizem que eu preciso disto ou daquilo e respondo: Não, não,não!!!
            Antes de acontecer a fatalidade há muitos avisos, ela sabia a que estava se predestinado, mas o orgulho falou mais forte.
            Tenho alguns hábitos e manias bandidas na minha vida, muitas pessoas já me alertaram a respeito delas e analisando tudo isso vou passar a responder: Eu vou, vou, vou!!!

sábado, 30 de julho de 2011

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Estamos no inverno e mesmo assim, hoje fez um dia de sol, é sexta-feira, a temperatura está agradável, não tenho fome, dormi bem a noite e minhas roupas estão adequadas e confortáveis.
Mas, dentro de mim, lá no fundinho no âmago mesmo: há uma inquietação. Uma voz irritante que não quer calar. Começou como um sussurro logo que acordei e que mansamente foi ganhando volume e força para nublar meu dia.
Paradoxalmente há sol fora e tempo fechado dentro. E me convido a pensar...
A verdadeira paz não está relacionada ao que se passa a nossa volta. Uma situação favorável pode nos fazer feliz, mas não nos dar paz. Uma ocasião de perda ou sofrimento pode nos deixar tristes, mas não nos roubar a paz.
Demorei muito tempo para entender o que é paz, a busca para conquista-la também foi árdua. Estar em paz nos deixa mais fortes para enfrentar as adversidades e gozar as vitórias.
A paz te dá asas, tira do lugar comum, não há rotina, ansiedade, medo. Apenas a vida correndo como um rio, em alguns pontos é suave, em outros intenso, mas está sempre fluindo.
Posso não estar em meu melhor dia, mas sei que nada é permanente e embalo minha inquietação nos braços da paz, aceito, confio e sigo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

TEM UM UNIVERSO INTEIRO DENTRO DE MIM

Sou água
Sou sol
Sou pedra
Sou o infinito sem fim
Me sinto largada, imensa, morna, terna, intensa
De um lado levo o tempo
Do outro o momento
Venho e vou ao sabor do vento
Sou o campo e a camponesa
A luz e a escuridão
O nascer e o por do sol
A nuvem, o pó e a chuva
Na velocidade de um raio
Em tudo tem um pouco de mim
Me sinto assim
Cheia de possibilidades
Se isso dura ou acaba
Não importa
O que interessa agora é que
Tenho um universo dentro de mim

terça-feira, 26 de julho de 2011

Se tiver pressa, ande devagar

 
SEIWERT, Prof. Lothar J. Se tiver pressa, ande devagar Editora Fundamento, São Paulo, 2004, 166 págs.
          Foi uma boa leitura, tive muitas descobertas práticas e úteis sobre mim mesma, a maneira como reajo as situações e como direciono meu tempo. Além é claro de apresentar um texto agradável e que prende o interesse. É preciso lembrar que há coisas bem densas como a parte que fala do funcionamento do cérebro e dá uns códigos que tem que ser lembrados depois para que a leitura faça sentido e me fazia ficar voltando, além de muitas tabelas e gráficos que eu pessoalmente tive dificuldade em interpretar. Há várias citações e as explicações são bem detalhadas (em alguns casos até demais). O que incorporei valeu a pena, organização da minha agenda e melhor aproveitamento do meu tempo, bem como saber distribuir atenção igual a várias áreas que dividem a nossa vida tais como carreira, família, atividades físicas, etc. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CONSTRUINDO RELAÇÕES

      
        Alguns anos atrás fiz um curso na área de saúde e no qual era obrigatório o estágio, passando por todas as especialidades médicas. Uma das situações mais tristes foi na geriatria.
        Durante os horários de visita eu percebia alguns leitos rodeados de afetos, beijos e olhares amorosos. Já outros permaneciam silenciosos, frios e solitários tendo ali apenas o paciente e sua cara amarrada.
        Lembro de na época sentir muita pena dos idosos solitários e achava também uma injustiça da família que não conseguia separar alguns momentos do seu dia para estar ali, levando conforto para aquelas almas tão cansadas.
        Hoje ao observar um pai buscar uma criança em um parque de brinquedos (destes que tem em Shopping), comecei a entender algumas coisas. O pai estava com um amigo e pela conversa e a lata de cerveja na mão, deu a entender que ele passou a hora que o filho esteve ali, bebendo e relaxando. Calma, que isso não é errado e não tem nada demais em fazer.
        Porém, ao chegar no portão nem teve a gentileza de cumprimentar o funcionário que ali estava e até então, cuidando de seu filho. Apenas se encostou na mureta e berrou o nome do moleque.
        Ao ver o pai os olhos da criança (aproximadamente 5 anos), brilharam. Ele então começou a chamá-lo para mostrar as mil e uma cambalhotas que havia feito e estava a plenos pulmões chamar a sua atenção, quando os gritos se tornaram inconvenientes o pai olhou de maneira enfadonha para ele dizendo que sabia de tudo aquilo e era para se apressar que já estavam atrasados.
        Os ombros da criança caíram visivelmente, seus pequenos olhos se encheram de lágrimas...E o pai nem percebeu, quando o garoto saiu agarrou sua mão e foram embora para longe de meus olhos. Mas meu coração permaneceu mais um tempo com eles.
        Dá até para imaginar agora aonde quero chegar. Como que aqueles idosos solitários construíram a sua relação com a família. Será que tiveram tempo pra ouvir uma história longa, cheia de pequenos detalhes que as vezes até nem fazem sentido? Será que tiveram a sensibilidade de se abaixar para ficar a altura daqueles olhos brilhantes e fazer perguntas pertinentes ao assunto que está sendo abordado?    Trataram com respeito e amorosidade todas as pessoas enquanto estavam sendo observados pelos pequenos? Marcaram os encontros e despedidas com beijos e abraços afetuosos?
        Não basta pagar em dia a mensalidade da escola mais cara, ter o plano de saúde tal que cobre isso e aquilo, comprar as roupas de marca e todos os brinquedos da moda. Como dizia uma antiga propaganda: “Não basta ser pai, tem que participar”.

domingo, 17 de julho de 2011

Veronika Decide Morrer

                        
                        COELHO, Paulo Veronika Decide Morrer Ed. Obejetiva, Rio de Janeiro.1998,      221 págs.
       Fácil leitura, desperta a curiosidade e trata de questões humanas como o sentido da vida. Em linhas gerais, conta a história de uma moça que tenta suicídio e nesta tentativa danifica seu coração e descobre que morrerá em breve, diante da sentença de morte eminente começa a questionar a sua vida e acaba descobrindo sentido para ela. Essa situação se passa em um hospício e o que acontece com ela influência também outros pacientes que passam a questionar o sentido de suas vidas o que sutilmente conduz a um caminho de cura. 

sábado, 16 de julho de 2011

SERENDIPIDADE


            Reparou que temos o costume de comemorar somente quando acontece alguma coisa boa? É normal passar batido por um lindo por de sol, por todo um inverno sem gripe ou resfriados, pelas férias (só penso nisso agora), pela família, pelo emprego... Enfim, por uma infinidade de situações que podem nos soar corriqueiras, mas se olharmos a nossa volta percebemos que muita gente não tem.
            Até nos acontecimentos que a primeira vista nos parecem desagradáveis, é possível olhar por outro angulo e achar ali uma dádiva. O que estou sugerindo a primeira vista pode parecer absurdo. Celebrar tudo, inclusive os momentos ruins! Calma, respire fundo e continue lendo porque não enlouqueci.
            Viver desta ou daquela maneira é também uma questão de escolha. Acredito piamente que o universo conspira a nosso favor.  Sim, eu acredito em serendipismo.
            Tenho treinado bastante, mas ainda não consigo falar essa palavra de maneira suave e natural como ela merece. Esse súbito enriquecimento de vocabulário me veio de presente em um filme meia boca que assisti até com um pouco de má vontade. Mas em uma tarde de férias (ai que delícia!), em que todos dormiam e eu sem nada pra fazer... É um romance-comédia bem basiquinho. Não vou descrever em detalhes, quem se interessar pode procurar pela sinopse, ou pelo próprio filme: “Amor por acaso”.
            Basicamente são acontecimentos ruins que trazem coisas boas.
            Então minha gente, vamos celebrar tudo. Porque depois de todo fim sempre tem um novo começo. Segunda-feira, volto ao trabalho feliz da vida, celebrar, celebrar, celebrar...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Constelação Familiar


            Algumas situações em nossa vida fazem com que a gente se sinta num emaranhado, você percebe determinadas emoções e sentimentos e não tem a mínima idéia de onde eles estão vindo, qual a sua causa e o mais importante como se livrar.
            Já vou avisando que constelar não é fácil, emocionalmente se fica nua na frente de estranhos, todas as dores passam na frente de nossos olhos, dores até que nem sonhávamos existir.
            A primeira vez que ouvi falar achei besteira, depois aquilo parecia me perseguir. Era um comentário aqui e ali, um programa, uma reportagem... Até que a proposta para constelar caiu sobre a minha cabeça de maneira irrecusável. Ainda assim relutei, dei desculpas, tentei fugir, mas aquilo parecia me perseguir. Aceitei.
            Participei da de outras pessoas e a primeira teve um efeito estrondoso, você sente na sua pele emoções e sensações difíceis de descrever. E todos que iam fazendo no grupo relatavam a sensação de libertação.
            Então tomei coragem e fui, não foi fácil. Todos as assombrações que me perseguiam desde a mais tenra infância caíram sobre mim naquele momento. Desespero, dores físicas, angustia, medo... em alguns momentos parecia que não iria agüentar. Mas do meu lado as mãos delicadas e firmes da consteladora conduziam amorosamente a situação. E as poucos as nuvens foram se abrindo, sentia como se houvesse dentro do meu coração um cômodo fechado com grossas camada de ranço e bolor que pela primeira vez na vida abria suas portas e janelas deixando entrar o sol.
            Hoje posso dizer que “libertador” é pouco para descrever a constelação. Me sinto viva e sem medo da vida. Me sinto livre para receber o amor de todos os meus antepassados sem a necessidade de carregar as suas dores. Me sinto abençoada, protegida e capaz de enfrentar os desafios com dignidade e confiança.
            Já está sendo montado um novo grupo, e adivinha só, vou participar!   

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Kung Fu Panda 2


Já faz um tempinho que escrevi sobre o primeiro filme, agora que estou curtindo umas férias junto com a família e descascando pepinos fui ao cinema em plena segunda-feira, que coisa boa!!!
Pois é, me esqueci que esta época do ano tem muita gente em férias também, ou seja, tinha fila, a minha poltrona favorita não estava disponível e havia uma criatura maravilhosa atrás de mim chutando a minhas costas o tempo todo, sem contar que o brindezinho que se paga um absurdo pra comprar já tinha esgotado o personagem principal, só restavam os outros...
Mas devo admitir que o filme é muito bom, se me impressionou o primeiro com aquele diálogo o segundo é recheado de tiradas espiritualizadas, a que mais me chamou a atenção foi “deixar fluir...”
Tenho passado por algumas situações desgastantes em posições muito desconfortáveis onde dependo de outras pessoas para solucionar algumas questões que estão me tirando o sono e as coisas simplesmente não andam. Então esse deixar fluir caiu como uma luva neste momento da minha vida. Apesar de toda aquela agitação característica de cinema cheio, chorei dei risadas e ainda sai com esse conselho maravilhoso.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenos Delitos

     CARRASCO, Walcyr PEQUENOS DELITOS e outras crônicas Editora Best Sller, São Paulo SP, 2004, 207 páginas
Divertido a maneira como o autor explora os sentimentos e emoções humanas, desculpando as fraquezas de uma maneira leve e engraçada cria um elo de intimidade com o leitor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não sou mais...

     
       Hoje olhando retratos antigos e ouvindo algumas canções me peguei com um certo saudosismo irritante. Senti tanta falta de algumas coisas que nem cheguei a fazer, senti uma saudade louca dos meus sonhos e esperanças e das fantasias que nunca vivi.
       Já fiz muitas escolhas, umas acertadas e outras nem tanto. Sou agora o resultado palpável de cada uma delas e ao olhar o presente sinto alegria e magoa, mas não tem como voltar... Queria estar mais vez naquele lugar, ter aquela linda tarde de sol... Ter aquela luz na janela... Sinto medo, esperança, tristeza...
       Não sou mais a mesma pessoa destas fotos, na verdade nem sei quem sou. Sou uma pequena sombra do que fui... Uma pessoa diferente me fita no espelho, tinha muito tempo que não me olhava mais.
       E essas pessoas nas fotos quem serão agora? Um dia significaram tanto, agora são apenas pessoas sorrindo para o vazio. Que estranho...
       Fechei a caixa de lembraças. Queria ter forças para jogar tudo isso fora. Olho ao meu redor, tudo tão familiar. Eu tão diferente de mim...    

terça-feira, 5 de julho de 2011

O melhor ano de sua vida

 FORD, Debbie, O melhor ano de sua vida pode começar hoje, Editora Gente, São Paulo, 2006, 181 páginas
            Leitura suave, dicas práticas de auto organização, estimulante e cheio de possibilidades. É aquele tipo de leitura que faz com que se reveja nossa trajetória e dá uma bússola para novos rumos. Gostei, estou colocando em prática e se tiver a persistência necessária vou colher os resultados.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O túnel de luz


KÜBLER-ROSS, Elisabeth. O túnel e a luz, reflexões essenciais sobre e vida e a morte, Verus, Campinas SP, 2003, 218 páginas
            Melhor livro do ano, sem dúvida. Conseguiu me fazer curar algumas feridas. Leitura emocionante, fácil e agradável. Mostra como viver uma boa vida e abre a possibilidade de encarar a morte com naturalidade e aceitação.